O quadro torto
O quadro torto
Num museu, um homem caminhava lentamente entre as salas observando as pinturas. Numa das paredes, porém, um quadro chamou a sua atenção por um motivo incomum, estava ligeiramente torto.
Ele olhou ao redor procurando um funcionário.
Poucos segundos depois, encontrou um dos restauradores.
— Aquele quadro está desalinhado.
Poucos segundos depois, encontrou um dos restauradores.
— Aquele quadro está desalinhado.
O homem sorriu.
— Eu sei.
— Eu sei.
O visitante estranhou.
— Então por que ninguém o coloca direito?
— Então por que ninguém o coloca direito?
O restaurador caminhou até a pintura.
— Porque ele não está torto.
— Porque ele não está torto.
O homem franziu a testa.
O restaurador apontou para a parede.
— O piso desta sala cedeu alguns centímetros depois de uma antiga reforma. Se eu alinhar o quadro com a parede, ele parecerá torto para quem entra.
Às vezes, precisamos entender o ambiente antes de decidir o que precisa ser corrigido.
— O piso desta sala cedeu alguns centímetros depois de uma antiga reforma. Se eu alinhar o quadro com a parede, ele parecerá torto para quem entra.
Às vezes, precisamos entender o ambiente antes de decidir o que precisa ser corrigido.
Os dois permaneceram olhando para a pintura.
Na saída do museu, aquela conversa continuava ecoando.
Na saída do museu, aquela conversa continuava ecoando.
Durante anos, o visitante havia julgado muitas pessoas apenas pelaquilo que enxergava. Nunca havia parado para pensar que cada vida atravessa histórias invisíveis, perdas silenciosas e batalhas que quase ninguém conhece.
Nem tudo aquilo que parece errado está realmente fora do lugar. Algumas pessoas apenas estão tentando permanecer de pé sobre um chão que ninguém mais percebeu que havia cedido.
Antes de corrigir alguém, talvez a pergunta mais importante não seja “o que aconteceu com essa pessoa?”, mas “o que ela precisou enfrentar para chegar até aqui?”.
02
Ago










